Novo livro · lançamento em breve

O mundo para o qual seu modelo foi criado mudou.

Um livro para quem precisa levar a empresa que deu certo para a era da IA: sem acabar com a liderança, sem jogar fora o legado e sem transformar tudo de uma vez.

Por João Paulo Batistella, ex-CEO da Ericsson Inovação e fundador da Eleva Technologies

O problema

A empresa deu certo. O mundo em volta dela mudou.

01

Velocidade guardada numa fila

A empresa investiu em IA e a proposta fica pronta em horas. Mesmo assim, o cliente espera de seis a oito dias, porque a aprovação continua passando pelas mesmas pessoas.

02

Tudo passa pela sua mesa

As decisões importantes passam por você, porque sempre foi assim que se garantiu a qualidade. Sobra pouco tempo para o que só você pode decidir.

03

O medo que ninguém declara

Quem construiu a empresa teme perder o controle sobre uma ferramenta que não domina; quem coordena teme que a própria função desapareça. Nenhum desses medos é irracional.

04

Os melhores viraram conferentes

As pessoas mais experientes passam o dia revisando e aprovando o trabalho dos outros. A atenção delas virou o recurso mais escasso da empresa.

A ideia em uma frase

Uma empresa nova, parceira da que deu certo

Em vez de transformar de uma vez a empresa que deu certo, quem a construiu conduz a criação, ao lado dela, de uma empresa nova e parceira. A Original segue fazendo bem o que sempre fez. A Agêntica herda o seu legado (conhecimento, clientes, reputação, valores e veteranos) e se organiza desde o primeiro dia com pessoas apoiadas por agentes de IA. Começa pequena e cresce se provar que funciona. Se der certo, o aprendizado volta para a Original.

A Original · a raiz

A empresa que deu certo

  • Continua atendendo os clientes de sempre, do jeito que sabe fazer bem.
  • Mantém os processos e os critérios que a trouxeram até aqui.
  • Empresta à Agêntica o legado: conhecimento, clientes, reputação, valores e veteranos.
  • Recebe de volta o aprendizado, se a experiência der certo.
⇄Comitê de
Parceria
A Agêntica · a rede

A empresa nova e parceira

  • Nasce do legado da Original, não contra ele.
  • Organiza-se em células: uma pessoa que decide e vários agentes de IA que executam.
  • Coordena-se por preço e limites claros, não por camadas de aprovação.
  • Começa pequena e só cresce se provar que funciona.
O que você vai aprender

Não é acabar com a liderança. É repensar onde ela agrega valor.

  • Por que o modelo tradicional funcionou e o que, exatamente, deixou de valer.
  • Por que transformações por decreto falham, mesmo com dinheiro e talento de sobra.
  • Como conversar com quem construiu o negócio sem ofender a sua obra.
  • Por que a era dos agentes valoriza os veteranos, e não o contrário.
  • O que atravessa para a empresa nova e o que fica na Original.
  • Como funciona a célula: uma pessoa que decide e vários agentes que executam.
  • Como proteger a qualidade e a confiança dos clientes com quatro camadas de guardrails.
  • Um roteiro em fases, com critérios definidos antes e regras de parada.

“Quem construiu o negócio não errou. Acertou para um mundo que está mudando.”Legado Inteligente · Capítulo 1

Diagnóstico gratuito

Onde a sua empresa está, em dez minutos

O apêndice do livro, em versão online: vinte afirmações sobre o gargalo, o controle, o legado e a disposição para a mudança. O resultado cruza urgência e base e indica um de quatro perfis, com o primeiro passo que faz sentido para cada um.

Fica ainda melhor respondido por três ou quatro pessoas, separadamente. As diferenças entre as respostas costumam revelar mais do que as próprias respostas.

Os quatro perfis do diagnóstico: urgência e base
Para levar à prática

Ferramentas abertas, sem cadastro

O livro foi escrito para que o caminho possa ser percorrido por conta própria. As ferramentas do apêndice estão aqui, em versão editável, sem custo.

Diagnóstico online

Vinte afirmações, quatro blocos e um perfil, com somas automáticas e comparação entre respondentes.

Fazer agora

Planilha do diagnóstico

A mesma ferramenta em Excel, para preencher em equipe numa reunião.

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Registro de atenção

Uma semana anotando cada decisão que passou por você. Mostra onde está o gargalo.

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Roteiro da primeira reunião

Meio período, seis a oito pessoas e três regras para a conversa não virar um debate.

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Leitores

Para quem é este livro

Quem construiu o negócio

Para o dono ou fundador que quer preparar a empresa para a era da IA sem abrir mão do comando nem do que construiu.

Executivos e diretores

Para quem precisa levar a conversa sobre IA a quem decide e conduzir a mudança sem perder as pessoas no caminho.

Conselheiros e herdeiros

Para quem tem a responsabilidade de perguntar como a empresa vai funcionar nos próximos dez anos, com respeito por quem a trouxe até aqui.

Gestores e consultores

Para quem desenha organizações e conduz mudanças e quer um modelo confrontado com a literatura de gestão, com as objeções à vista.

Perguntas difíceis

As perguntas que um bom cético faria

O livro não esconde as tensões da própria tese. Responde de frente a quem acha que dá para transformar por dentro, a quem teme a canibalização e a quem lembra que Deming condenava a competição interna.

Por que não transformar a empresa por dentro, como a Haier?

Porque isso é possível, mas depende de condições raras. A Haier, o precedente mais próximo do modelo de células do livro, foi transformada pelo próprio fundador, Zhang Ruimin, ao longo de trinta anos, com controle quase absoluto. A Kimberly-Clark também mudou de dentro, conduzida por mais de uma década por um executivo de carreira. O caso comparável da ABB recuou depois da saída de quem o conduzia. A proposta do livro tenta tornar essa lição mais acessível: em vez de transformar a empresa inteira ao longo de décadas, construir ao lado, pequeno, algo que aprenda depressa. Mas o livro é claro: se você tem um fundador no controle, horizonte longo e disposição para transformar de dentro, talvez o caminho da Haier seja o seu. Essa objeção continua em aberto no Capítulo 25. (Capítulos 4 e 25)

Isso não é só um spin-off com outro nome?

Não, e o livro concorda com quem critica o spin-off. Cinco livros recentes sobre inovação corporativa, de Lead and Disrupt a Corporate Explorer, recomendam não separar completamente a unidade nova da empresa-mãe, e Scott Anthony e seus coautores perguntam por que alguém faria isso em vez de entregar o dinheiro a um fundo de investimento. A Agêntica não é uma startup financiada e solta. É uma empresa do mesmo grupo, governada com a participação de quem construiu o negócio e ligada à Original por contratos que lhe dão acesso a clientes, dados, licenças e pessoas. A discordância que resta é sobre onde traçar a fronteira: o livro defende uma casa própria para a forma de coordenação, e admite que essa distinção ainda não foi testada. (Capítulos 11 e 25)

O que acontece com os veteranos?

Ficam mais valiosos, e não menos. Quando a fluência com a ferramenta fica barata, o conhecimento do negócio fica caro, e esse conhecimento está com quem tem anos de casa. A pesquisa de Binns, O'Reilly e Tushman conclui que "os melhores exploradores corporativos são veteranos internos". Na proposta, quem construiu o negócio escolhe pessoalmente os veteranos que vão para a Agêntica, um a um, com caminho de volta garantido. Os que ficam na Original têm papel na parceria: são mentores, segunda opinião das células e conduzem a auditoria qualitativa que protege a confiança dos clientes. O cuidado é não deixar ninguém se sentir "cidadão de segunda classe", e isso vale tanto para quem vai quanto para quem fica. (Capítulos 7, 9 e 12)

E se a Agêntica canibalizar a Original?

Se a Agêntica passar a atender uma parte crescente dos clientes, o grupo ganha, porque a receita migra para uma forma mais produtiva de trabalhar dentro de casa, levando junto os mesmos clientes, os mesmos valores e muitas das mesmas pessoas. O livro descreve quatro desfechos: a Agêntica fica num nicho que a Original atendia mal; cresce e atende cada vez mais clientes do grupo; a Original adota boa parte do seu jeito de trabalhar, talvez o melhor desfecho; ou ambas perdem para um concorrente de fora. Esse último é o argumento mais forte para começar. Além disso, a liderança define desde o início que clientes cada empresa atende e onde elas colaboram, e a transferência de clientes acontece junto com as pessoas que os conhecem. (Capítulos 19 e 26)

JPB
O autor

Mais de vinte anos dentro de empresas que deram certo

João Paulo Batistella começou como estagiário de engenharia de software e chegou a CEO. Foi COO e CEO da Ericsson Inovação, onde conduziu a virada de uma operação com mais de 300 pessoas, liderou sistemas de receita da Telefônica | Vivo e foi vice-presidente de Customer Service da Amdocs. Hoje é fundador e CEO da Eleva Technologies.

No caminho, aprendeu que a tecnologia quase nunca é a parte difícil de uma transformação: a parte difícil são as pessoas, o controle e o medo de perder o que funcionou.

Do livro

Frases para levar à próxima reunião

“A empresa comprou velocidade e a guardou numa fila.”
Capítulo 1
“Quem construiu o negócio não errou. Acertou para um mundo que está mudando.”
Capítulo 1
“Não precisamos acabar com a liderança. Precisamos repensar onde a liderança realmente agrega valor.”
Capítulo 1
“Quando a fluência com a ferramenta fica barata, o conhecimento do negócio fica caro.”
Capítulo 7
“O gargalo não desapareceu. Mudou de lugar.”
Capítulo 14
“Um legado inteligente não é um legado guardado num museu, nem um legado posto de lado em nome da novidade. É um legado que continua trabalhando.”
Capítulo 27
Conteúdo

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